Saiba qual é a ação do estresse sobre a saúde física e mental e descubra alguns passos que contribuem para amenizar os seus efeitos de forma prática e funcional

 

Embora possa soar estranho para muitos, o estresse, na verdade, é uma resposta natural do organismo humano. Na verdade, ele é necessário para que atividades das mais distintas natureza sejam realizadas, alertando o corpo sobre possíveis ameaças ou riscos.

Entretanto, o problema é quando ele deixa de ser um mecanismo necessário e se torna excessivo. Quando isso ocorre, surgem as primeiras reclamações de cansaço físico e esgotamento mental, acompanhados de outros sinais clássicos.

Visando trazer o que há de melhor em termos de informação com embasamento científico, hoje vamos abordar o estresse, como ele pode afetar a sua saúde física e mental e quais as formas de controle e amenização.

Você se sente estressado? Então, a leitura a seguir é obrigatória!

O que é o estresse afinal?

Você já se perguntou o que é o estresse?

Como citado na introdução, o estresse é uma resposta natural do organismo, que ocorre automaticamente em decorrências de qualquer evento de esforço extremo ou de grande importância, geralmente quando somos colocados sob ameaça ou pressão.

Essa resposta libera uma série de reações químicas no organismo, o que provoca distintas reações fisiológicas.

O organismo humano passa por oscilações durante o dia. Isso ocorre sempre que o cérebro percebe alguma atividade que seja ameaçadora ou que cause algum tipo pressão.

Essas alterações podem ser muito positivas. Se alguém está sendo pressionado no trabalho, o cérebro vai perceber e responderá com alterações que ajudarão a pessoa a concluir seus afazeres de modo mais eficiente.

No entanto, caso essa pressão persista por longo tempo, as alterações antes benéficas, passam a ser prejudiciais e se manifestam no organismo de maneira nociva por meio de sintomas específicos, como dor de estômago, taquicardia ou dor de cabeça, por exemplo.

Qualquer situação, seja ela boa ou ruim, que cause alteração em nosso organismo é considerada uma fonte de estresse.

Diferentes tipos

Hoje a comunidade científica é categórica em afirmar que existem três tipos diferentes de estresse. São eles: estresse agudo, estresse agudo episódico e estresse crônico.

Vamos falar um pouco sobre cada um desses tipos e seus principais sintomas.

Estresse agudo

O estresse agudo é uma reação fisiológica a um momento ou a um fato estressante, como uma apresentação para todos no trabalho, por exemplo. Trata-se de uma condição pontual.

Os principais sinais são:

  • Instabilidade de humor;
  • Dor de cabeça tensional;
  • Sudorese nas mãos;
  • Taquicardia;
  • Boca seca;
  • Gases;
  • Diarreia;
  • Dores nas costas e mandíbula.

Estresse agudo episódico

Essa forma de estresse é semelhante ao tipo agudo. No entanto, ao invés de ocorrer em apenas um momento isolado, os estímulos causadores das reações agudas se repetem com frequência. Pessoas submetidas a metas e pressões recorrentes, podem desenvolver esse tipo.

As formas de manifestação são:

  • Dores de cabeça persistentes que podem evoluir para enxaquecas;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Dores no peito;
  • Ocorrência de problemas cardiovasculares.

Estresse crônico

Quando alguém é submetido de modo rotineiro a situações estressantes o estresse pode ser tornar crônico. Nesses casos, as reações físicas e mentais tendem a ser persistentes, afetando a qualidade de vida do indivíduo.

O estresse crônico é um fator de risco para o surgimento de outras condições de saúde como ansiedade e depressão.

O estresse crônico é o tipo mais prejudicial ao corpo, porque alguns hormônios, principalmente o cortisol, começa a ficar muito elevado, trazendo uma série de desordens metabólicas.

Os sintomas característicos são:

  • Sensação de esgotamento;
  • Dificuldade para relaxar e descansar;
  • Cansaço seguido de desânimo;
  • Dificuldades para sentir prazer;
  • Constante sensação de fracasso;
  • Alterações de sono.

Sintomas gerais

É muito comum que quando ocorre de maneira aguda, os sintomas de estresse não sejam sequer notados. Mas com o acúmulo de exposição às situações estressantes são comuns o surgimento de sintomas gerais que podem ser tanto físicos quanto mentais.

Os principais sintomas físicos do estresse são:

  • Alterações de apetite;
  • Alterações no funcionamento intestinal como aumento da formação de gases, má formação de fezes, refluxo e dores de estômago sem causa aparente;
  • Surgimento de quadros de gastrite e úlceras;
  • Boca seca;
  • Queda de cabelo;
  • Surgimento de alergias na pele;
  • Tensões musculares nas costas e no pescoço e mandíbula;
  • Diminuição da imunidade, aumentando os casos de resfriados, gripes e dores de garganta;
  • Surgimento ou aumento de acne;
  • Ganho ou perda de peso não intencional.

Já os sinais mentais clássicos de estresse são:

  • Respiração acelerada;
  • Batimento cardíaco fora de ritmo;
  • Sudorese;
  • Dificuldade de concentração seguida por irritabilidade;
  • Alterações de humor;
  • Tremores inexplicáveis;
  • Ansiedade;
  • Insônia.

Causas

As causas do estresse são variadas. De maneira comum as pessoas podem se sentir estressadas por qualquer tipo de situação, como uma mudança significativa na vida, mudança de emprego, separação, gravidez ou casamento, por exemplo.

Mas quando falamos do estresse crônico, nocivo à saúde, suas causas normalmente estão diretamente relacionadas a diferentes situações.

Uma pessoa pode sentir estresse em alguns momentos importantes de sua vida, motivada, possivelmente, por ansiedade, apreensão e preocupação, como, por exemplo:

  • Uso de medicamentos específicos como ansiolíticos e beta-bloqueadores e repositores hormonais;
  • Abuso de substâncias com excesso de cafeína, como café, estimulantes e alguns tipos de chás, como chá-verde, branco, preto e matchá;
  • Situações de muita pressão como metas para bater no trabalho e conflitos em relacionamentos;
  • Presença de doenças pré-existentes, como depressão, TOC, quadros inflamatórios e Síndrome de Burnout, por exemplo.

Complicações possíveis

Quando não tratado, o estado pode trazer uma série de complicações à vida do paciente e inclusive evoluir ou desencadear uma série de patologias, tanto físicas, quanto psicológicas.

Sabemos hoje que há uma íntima relação no que é chamado de eixo cérebro-intestino. Por isso, é muito comum que pacientes estressados desenvolvam problemas gastrintestinais. Os principais problemas nesse caso são: retocolite ulcerativa, gastrite nervosa, esofagite e síndrome do intestino irritável.

Além dessas doenças intestinais, algumas desordens do ponto de vista dermatológico também tendem a surgir em pessoas estressadas. Alergias seguidas de psoríase e alopécia são relativamente comuns.

E por fim, doenças de origem nervosa também tendem a surgir, como síndrome do pânico, ansiedade e depressão são as principais.

5 passos para controlar e manter o estresse sob controle

Como muita gente sabe, controlar o estresse é totalmente possível e pode ser alcançado através de uma série de ações específicas.

Separamos 5 passos que devem ser dados por quem está buscando viver uma vida mais leve e tranquila. Vamos à eles:

1. Reconhecer que está estressado

Muitas pessoas são irredutíveis quando se fala em autoavaliação, mas a questão do manejo do estresse é muito importante para lidar com a condição.

Logo, reconhecer que algo está errado, é o primeiro caminho para controlar e deixar essa situação para trás.

2. Conhecer as causas

Tão importante quanto reconhecer que está estressado, é conhecer as causas e gatilhos do estresse. É o trabalho? o chefe? O(a) cônjuge?

Saber quais são as causas é importante, pois isso permite evitá-las e assim manter o bom-humor.

3. Mudar a postura

Após reconhecer que está estressado e saber quais são as causas do estresse é preciso mudar de postura.

A mudança de postura com relação ao estresse é relativamente simples. Pequenas ações no dia são capazes de literalmente minar o estresse e trazer de volta a saúde física e mental de qualquer pessoa.

Dentre as principais ações de mudança de postura podemos citar: pequenos exercícios de respiração ou meditação, prática de atividades físicas prazerosas, momentos de lazer e se desligar do trabalho excessivo e da autocobrança.

4. Investir na alimentação

A alimentação é outro pilar que pode tanto amenizar, quanto potencializar o estresse.

Quando se fala em melhora de humor, é importante a busca por alimentos que sejam fontes de gordura de qualidade, tais como azeite, abacate, sementes em geral e castanhas, por exemplo.

Frutas, verduras e legumes são boas opções também, por conta de seu alto teor de vitaminas e minerais.

Enquanto as gorduras de qualidade regulam a transmissão de sinapses e comunicação de neurônicos, as vitaminas e minerais presentes nas frutas, verduras e legumes atuam de modo a regular uma série reações bioquímicas, importantes para o controle do estresse.

Ainda falando em alimentação, evitar alimentos ultraprocessados é fundamental para pessoas estressadas. A alta taxa de açúcar, sódio, conservantes e corantes promovem processos inflamatórios no organismo, inclusive no cérebro e intestino, principais órgãos responsáveis pela sensação de bem-estar

5. Procurar ajuda especializada

E por último, mas não menos importante é buscar ajuda especializada.

Reclamações no que dizem respeito à qualidade de saúde mental do brasileiro são crescentes há algum tempo e se tornaram ainda mais notório durante a pandemia de Covid-19.

Assim, caso note que os sinais que mostramos aqui estão se tornando cada vez mais recorrentes, não hesite em buscar ajuda profissional.

A boa notícia é que os profissionais da Clínica Vive La Vie lidam tanto com afecções físicas quanto mentais. Assim, se você acredita que está estressado e precisa de ajuda, marque agora mesmo a sua consulta à Basta clicar aqui.

Na clínica Viva La Vie nossos pacientes conseguem cuidar do corpo e da mente.